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Vulnerabilidades que ocasionaram pedidos de resgate de dados em 2019!

09.07.2020 – As vulnerabilidades em um sistema de TI (tecnologia da informação) tem sido o grande pesadelo dos profissionais que atuam em grandes corporações, especialmente aquelas onde haja a presença de dados sensíveis, que podem gerar altos lucros para o invasor.

Tais vulnerabilidades aumentam dramaticamente o risco de fraudes e evasão de dados, inclusive com a instalação de ransomwares, culminando em pedidos de resgate para sua devolução ou para que os mesmos não sejam repassados a terceiros.

Entretanto, os riscos e a extensão dos danos tomam outra proporção, quando existe a participação de alguém de dentro da própria empresa, que abre uma porta que deveria estar fechada, instala um malware ou copia ou desvia dados diretamente. Obviamente, existem outras intervenções menos comuns por parte do comparsa interno, como o dano ou a reconfiguração proposital de um firewall.

A empresa Statista compilou uma pesquisa realizada em 2019, demonstrando as principais vulnerabilidades que culminaram em perdas e pedidos de resgate por parte de invasores:

Fonte: Statista

Dessa forma, chegou-se à seguinte conclusão, quanto ao percentual de participantes da pesquisa que incorreram nas vulnerabilidades a seguir descritas:

VulnerabilidadesPercentual
1. Spams / Phishings por emails67%
2. Falta de treinamento de cybersegurança36%
3.Senha ou controle de acesso fracos30%
4. Ingenuidade do usuário25%
5. Sites ou anúncios maliciosos16%
6. Caça-cliques por meio de manchetes sensacionalistas16%

Portanto, nunca é demais salientar a importância da adoção de contramedidas para mitigar as vulnerabilidades, tais como, manter sistemas operacionais e softwares atualizados, implementar medidas de segurança e controles de acesso eficazes e treinar os funcionários para evitar que, por imprudência, negligência ou imperícia, contribuam para a vulnerabilidade do sistema da empresa.

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Alexandre Dalmasso

Advogado especialista em compliance, tendo atuado em compliance desde 2005 em grandes empresas e atualmente, liderando uma área de ética e compliance em um renomado escritório de advocacia.

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